Altas baladas em Paris? NO WAY!


Se seu amigo, após voltar de uma viagem para Paris, disser que fez "altas baladas"...

... pode chamar ele de mentiroso! 


No chat...
- Acabei de chegar das minhas férias em Paris.
- Poxa, que legal, você gostou?
- Demais, fiz altas baladas!
- Altas baladas em Paris?
- Claro! Você conhece? (com uma ponta de desdém decorrente o sentimento de superioridade momentânea que acarreta os visitantes de Paris logo após a viagem) 
- Eu moro aqui!
- Bom, na real foram só alguns bistros e festinhas no hostel... O.o
- Ah tá...

Falar que é impossível se divertir em qualquer lugar do mundo onde se venda álcool, não é verdade, mas dizer que fez altas baladas em Paris,  desculpe, mas no way.

Primeiro que pra fazer balada você tem que ser uma pessoa feliz (...) 

Segundo que se o seu objetivo maior na vida é respeitar regras e cumprir leis e você está no país com a maior legislação do mundo, fica meio pesado pra você fazer tudo isso e ainda se divertir.

Terceiro que por mais que você se divirta demais, altas baladas é um exagero. Não orna com Paris.

Em breve eu farei um post explicando bem o que acontece na noite parisina, mas antes, gostaria que você se concentrasse em duas coisas:

1 - 80% das pessoas fumam

2 - Todas as baladas têm um videur.

videur-balada-paris
Notem que as pessoas na fila estão felizes. Essa é a deixa pra ativar os superpoderes do videur, que sadicamente vai deixar geral pra fora. Pobre mundanos, só queria ser felizes e comprar drinks a 15 euros...


O videur ou physio ou ainda physionomiste é um ser superior que para você, pode até parecer um nobre segurança de balada, mas que na verdade tem poderes mágicos para decidir quem é bom o suficiente para entrar  e gastar seu dinheiro com bebidas caras.

Só que o videur, como todo ser humano que tem poderes, abusa, te humilha, samba literalmente na sua cara. Principalmente se ele tiver ao seu lado uma inseparável hôtesse. Aí lascou.

Quando você chegar na porta da balada e ouvir a seguinte frase:
-Desolé, c'est une soirée privée! 
Sorria, você acaba de ser discriminado! Pegadinha do videur!

Mas por quê? Como isso pôde me acontecer? O que fiz de errado?  Você nunca saberá. O importante é entender que é muito difícil pensar em fazer altas baladas se pra isso você terá que passar por um julgamento discriminatório, sumário e sem possibilidade de recurso.

Eu desisti faz tempo... De idiota já basta a vida.

Mas este post continua...

Um comentário:

Natália Brinço disse...

Oi, onde em Paris tem balada eletrônica, que toca techno e deep house? Estou indo aí final do ano e quero pegar umas raves que acontecem por aí.. ver qual a diferença pras que tem aqui o Brasil

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